BRAVA GENTE BRASILEIRA… – PARTE 8

- Um pouco atrasado, devido a correria do dia a dia, mas, Brava Gente Brasileira está de volta e hoje, com a história de Tatiana e Leandro Polizel, que são empresários e que abriram o coração sobre esta crise do Coronavírus. Acompanhe e compartilhe.

Tatiana, Leandro e sua sobrinha, Clara.

Passamos por mais uma semana. Mais uma com notícias tristes e animadoras se alternando nos meios televisivos. Ainda há os que estão isolados, com medo, dentro de casa. Ainda há os que desconfiam do que seria – ou não – verdade. Ainda vemos aqueles que deveriam representar a população, se utilizarem de dados de compra de urnas mortuárias, covas abertas em cemitérios, palavras sem esperança. E ainda temos, infelizmente, aqueles que de tudo desdenham, como se fossem imunes às doenças e aos demais problemas que podem vir de todo esse cenário.

Vimos, nessas últimas semanas, profissionais que estão lutando contra a doença. Profissionais que lutam por outros seres humanos, doentes.

Hoje, vamos mostrar outra dura realidade: profissionais e empresários que estão lutando para manter seus empregos, seu sustento e a economia de nossas cidades e país.

BRAVA GENTE BRASILEIRA – #8

Uma outra perspectiva!

Tatiana e Leandro Polizel são casados há 17 anos. No começo ela era secretária em uma metalúrgica. Ele, funcionário em uma fábrica que embalava produtos alimentícios. Juntos foram buscando algo melhor. Casaram-se. A busca de progredir os levou para outros empregos, até que, em 2011, surgiu a oportunidade que tantos esperam: ser dono do próprio negócio! Construíram um pequeno barracão e começaram a reformar e fabricar peças para máquinas colhedoras de cana de açúcar. O início foi financiado. As dívidas, aos poucos, sendo pagas. A produção, aumentando. Como na vida de todo empresário deste país, altos e baixos se sucederam. Todas as contas pagas. Recolhimento de impostos exorbitantes, todos os meses. Os salários, em dia. Isso era o mais importante. Às vezes, para eles, não sobrava nada. Mas persistia a esperança.

Em 2020 o ano começou com 07 funcionários, mais os dois proprietários que trabalham, continuamente, na empresa. Parecia que era mais um ano de crescimento. De prosperidade. Mas veio o Corona. A pandemia chegou. A quarentena foi decretada.

E agora?

O tipo de serviço prestado (indústria) permite que eles continuem trabalhando. Mas trabalhando para quem? A matéria prima escassa. Alguns fornecedores de insumos e peças obrigados e fechar. O trabalho e a produção foram minguando. Férias estão sendo dadas a todos os funcionários. E depois?

São sete famílias que dependem diretamente desse trabalho, além da sua própria. São vários fornecedores e lojas que não venderão material para sua produção. São empregos diretos e indiretos que serão tirados.

O medo da doença existe. Os perigos são reais e devastadores. Os empregos que poderão ser tirados, porém, trazem outros medos: desemprego, fome, escassez de recursos e aumento da marginalidade.

As dúvidas estão em todos os lugares. Se fechar, não há recurso para manter os empregos. O casal tem funcionários que estão lá desde o início da empresa. Conhecem famílias, pais, mães, esposas, filhos. Mas sabem que não há recurso para pagá-los, se não houver produção. A empresa é pequena. Não tem reservas para manutenção dos custos sem funcionar.

Então, neste momento, não há como finalizar esta história. Tatiana e Leandro estão entre os milhares de brasileiros empresários, empreendedores, que estão todos os dias, na luta: seja buscando não se infectar, seja orientando e protegendo seus funcionários, seja buscando um meio de sobreviver, como todos os brasileiros.