BRAVA GENTE BRASILEIRA… PARTE 8

Esta edição do Brava Gente Brasileira, é dedicada a todos aqueles que são os verdadeiros responsáveis pela ordem e higiene da sociedade. Vale a pena a leitura!

Os verdadeiros heróis desta pandemia!

E passamos mais sete dias! Casos do Covid aumentando. Incertezas aparecendo. Egos exarcebados. Misturam-se seres humanos que querem ajudar ao próximo a seres humanos que querem usar outros seres humanos para vantagens e autopromoção. Passamos do orgulho ao asco, conforme as notícias passam por nossos olhos!

Mas, como é natural para todos nós, vamos procurar o lado bom de tudo que passamos.

Nessa semana, nos deparamos com duas datas comemorativas muito importantes: dia 16 de maio foi o Dia do Gari e dia 17 de maio, Dia Mundial da Reciclagem.

Paramos e pensamos: o que seria de nossas vidas, nossas cidades, ruas e bairros se não tivéssemos esses profissionais?

Sem opção de escolher se podem se proteger, se podem ficar em casa. Enfrentando todos os perigos de contágio em muitas vezes, invisíveis à sociedade.

O Brava Gente Brasileira rende homenagens, neste dia, ao Gari, ao agente de limpeza, ao reciclador e aqueles que tornam o nosso cotidiano limpo e livre de agentes contaminantes.

BRAVA GENTE BRASILEIRA – #9

Vidas que precisam ser notadas e valorizadas.

Vemos, desde o início da quarentena (isolamento, distanciamento ou qual seja o nome dado ao momento no qual vivemos) pessoas, líderes, governantes, nos pedindo #fiqueemcasa.

Sim. Ficamos. Ficamos?

Quem pode ficar em casa? Quais são os brasileiros que podem se dar ao luxo de ficar em casa, aguardar, fazer “homeoffice”?

Ouvimos: “estamos todos no mesmo barco!” Não. Não estamos! Podemos estar no mesmo oceano, sofrendo a mesma tempestade. Mas não estamos no mesmo barco, definitivamente!

Enquanto alguns funcionários de grandes e médias empresas podem fazer o teletrabalho (se não perderam seus empregos), enquanto repartições públicas adotam reuniões e vídeo conferências, enquanto aulas são dadas por programas que permitem que façamos tudo “on line” e alguns estão passando pelo isolamento totalmente em contato virtual com os seus, nós temos uma outra realidade, ali, tão perto, que não há como não enxergar.

Se estamos em casa, precisamos comer. Se comemos, produzimos resíduos. E, para estarmos em casa, precisamos abrir os olhos para aqueles que precisam trabalhar, ganhar seu sustento diário, enquanto nos isolamos por causa do vírus.

Um dos profissionais que não parou um só dia de seu trabalho foi o gari. Sim. Aquele que recolhe nosso lixo. Porque produzimos muito lixo. E se eles também pudessem ficar em casa? Como estariam nossas ruas depois de 55 dias do Decreto de Distanciamento Social? Como estaríamos vivendo no meio de lixo, sujeira e mau cheiro? Como seria nossa situação de saúde?

Pois é! Há quem não possa “se distanciar”, “se isolar”, para o nosso bem. E esses são tão negligenciados, tão marginalizados. Geralmente com um salário que não permite cuidar adequadamente de suas famílias. Homens e mulheres que recolhem aquilo que, para nós é lixo. Para alguns, fonte de renda.

Vamos aproveitar essas duas datas e pensar: como seria nossa vida se esses profissionais – garis e recicladores – estivessem desfrutando de suas casas, em época de distanciamento social?

Será que podemos, enquanto seres humanos, lutar por eles? Facilitar suas vidas, armazenando nosso lixo? Isolando aquilo que pode ferir a quem recolhe nossos resíduos? Ou separando aquilo que é reciclável?

Vamos aproveitar esse momento de reflexão e pensarmos mais nos seres humanos que precisam trabalhar para sobreviver, para comer e trabalham para nossa sobrevivência: mesmo que, às vezes, nós não nos enxerguemos direito!

Garis, recicladores, responsáveis pela higienização e limpeza de tantos lugares: MUITO OBRIGADO! Vocês têm nosso reconhecimento e nosso orgulho!

Se você conhece algum profissional destas áreas citadas e que desejem dar seu depoimento, entre em contato conosco. Queremos ouvir suas histórias.